Longevidade e alimentação
Os hábitos, as rotinas e as escolhas alimentares que fazemos no nosso dia-a-dia têm sem dúvida um enorme impacto na nossa saúde e na forma como o nosso corpo responde ao passar do tempo. De facto, a nutrição é um dos pilares base da nossa vida saudável e acredito que pequenos ajustes personalizados e incrementados de forma consistente nas nossas rotinas podem acrescentar enormes benefícios ao nosso bem-estar, saúde e longevidade.
A longevidade é um termo muito abrangente mas também muito poderoso pois reúne numa só palavra um conjunto de hábitos e opções de vida que em conjunto permitem que o nosso corpo e mente estejam alinhados numa vida plena. Não é só genética mas, mais que isso, engloba movimento, nutrição, hábitos de sono, núcleo familiar, interações sociais, equilíbrio emocional/mental mas também propósito de vida. É alinhando estes princípios que a longevidade atinge o seu potencial e cada variável deve ser cuidada, estimada e aprimorada de forma continua.
Uma alimentação sensata, adaptada a cada pessoa e às suas necessidades é sempre o ponto de partida para um plano de vida saudável. Sabemos que alimentos frescos, nutritivos e combinados de forma correcta permitem que toda a sua energia e nutrientes sejam disponibilizados aos órgãos, tecidos e células do nosso corpo de forma a que possam desempenhar as suas funções de forma correcta, com máxima vitalidade, contribuindo para minimizar o risco de doenças. Este é sempre o principio de uma alimentação saudável e nutritiva. Conseguí-lo nem sempre é uma tarefa fácil pois o stress do dia-a-dia, a disponibilidade alimentar, hábitos de vida e acesso a alimentos frescos e naturais nem sempre é conseguido de forma linear e continua. Mas antes de qualquer mudança alimentar há que fazer um correcto diagnóstico, perceber de que forma podemos optimizar as nossas escolhas, que alimentos devemos privilegiar, em que alturas do dia e em que quantidades, é aqui que o nutricionista tem o seu papel de orientar, ajudar e encaminhar para a criação de novas rotinas, que sejam práticas, integradas no dia-a-dia e que sejam também uma base consistente para os novos hábitos criados.
Quando somos mais jovens pensamos que o corpo se consegue adaptar a desvios e que um dia mais tarde pensaremos no assunto e vamos sempre a tempo de corrigir excessos ou escolhas alimentares desregradas. De facto o funcionamento do corpo humano permite pontualmente corrigir estes desvios e regenerar-se minimizando o impactos destas opções pontuais mas o propósito de uma alimentação saudável não é evitar os desvios mas sim criar um padrão e rotinas alimentares consistentes que permitam ao nosso organismo estar sempre em evolução num caminho de saúde máxima, minimizando o impacto de pequenos desvios. Deve ser sempre esta a linha orientadora, avaliar hábitos, afinar opções e implementar rotinas saudáveis de forma incremental mas duradoura.
Um bom diagnóstico é por isso essencial quando falamos em longevidade. Sinais vitais, hábitos de exercício e de sono, escolhas e preferências alimentares, hidratação, idade metabólica e tantos outros parâmetros que nos ajudem a ter uma noção clara do nosso estado inicial. Com o diagnóstico realizado começaremos então a avaliar áreas de prioridade da nossa actuação. Seja nas rotinas do dia-a-dia, na arte de respirar de forma correcta, na optimização da nossa base muscular, nos líquidos que bebemos mas também dos alimentos que constituem a nossa base alimentar. Tudo isto implementado de forma organizada, personalizada e num caminho consciente que nos leve a acrescentar vida aos nossos anos, a viver uma vida em pleno e a elevar o nosso corpo a um nível de excelência, em termos de saúde física e mental.
Digamos que a longevidade é um caminho e não um destino. Um caminho onde pequenas afinações trazem enormes dividendos em termos de energia, foco, atitude positiva e vitalidade que permitam viver a nossa vida em no seu máximo potencial. Este é o mote do trabalho em nutrição onde muitas vezes a alimentação é organizada e os alimentos são escolhidos de forma a permitir transformações a nível celular que possam optimizar a nossa saúde e minimizar riscos. Estas transformações são conseguidas definindo quais os alimentos a dar prioridade, em que quantidades, em que altura do dia e quais os alimentos a moderar e até evitar. Muitas vezes nesta optimização de saúde, os líquidos que bebemos e os alimentos que ingerimos são suficientes para, enquadrados num estilo de vida saudável, onde o sono, as relações interpessoais, a saúde mental e o exercício, permitirem maximizar saúde. Noutros casos e quando são detetadas carências nutricionais devem ser incluídos suplementos alimentares para normalizar níveis e estabilizar parâmetros. Ou seja o funcionamento do corpo humano é um equilíbrio complexo, delicado mas também dinâmico que necessita de avaliação e muitas vezes de afinação. É este acompanhamento que queremos dar. É esta a forma de vivermos melhor com mais saúde. É esta a função do seu nutricionista.
